
OBS: se chover faremos na parte da tarde ou no domingo de manhã ...Obrigada!

A ideia de cidade educadora implanta-se com a tomada de consciência social de que educar, sendo uma tarefa específica da escola e da família, é, antes de mais, uma responsabilidade da sociedade no seu todo e na totalidade da sua acção no espaço e no tempo. Daí que se exija à cidade, enquanto nicho central da vida colectiva contemporânea, que se humanize e se transcenda como meio integralmente humano e humanizante. Afinal, as cidades, se, agregando as pessoas, cresceram como centros da actividade económica, não terão que redundar necessariamente em espaços de violência e de exclusão, conforme tendem a ser estigmatizadas pelas próprias realidades sociais em que frequentemente mergulham. Mas, constituindo realidades incontornáveis do nosso universo social, as cidades são também e sobretudo centros privilegiados de oportunidades.
Cidades educadoras são, assim, todas as que assumem coerente e consequentemente ? através de um programa sistemático e intencionalmente dirigido de acção formadora - o imenso potencial que o seu património culturalmente construído lhes proporciona, transformando-o, deste modo, em capital educativo. O desafio é, pois, o de valorizar, a par do capital económico ? e até através dele - , o próprio capital educativo.
De forma a facilitar a estruturação desse desafio, tento esboçar, de seguida, uma carta de princípios da cidade educadora. A ser, naturalmente, completada e emendada por quem a ler.
Leram? Como seria interessante se um projeto de Cidade Educadora tramitasse em todas nas vias de política pública. Pensem em Santa Maria, reflitam o quanto nossa cidade necessita dessas motivações! Aqui infelizmente, ainda não contamos com salas de cinema, de teatro. Ainda não temos escolas de música , dança e arte. Algumas escolas públicas detêm este papel. Mas na verdade, o que pedimos, é que a Adminstração de Santa Maria aja , atue, busque através de medidas apropriadas, incrementar boas ações. Não basta apenas ser uma utopia. Precisamos que isto se torne real, haja vista , especialmente, o número de jovens que andam nas ruas sem perspectiva.
Nesse sentido, propomos uma AÇÃO PEDAGÓGICA mobilizadora. Propomos uma ação artística poética que toque profundamente e permaneça viva na memória e principalmente que se torne um primeiro passo forte e bem marcado. Iremos trabalhar com a criação e elaboração de cartas. Todas devem conter os anseios, intenções e ou necessidades da comunidade que passa pelo portão de acesso e se dirige à Santa Maria. Quais são suas motivações? Quais suas necessidades? O que as famílias solicitam para seus filhos? O que pensam e sentem em relação ao futuro, especialmente sabendo que novos administradores tomarão as rédeas e determinarão o que será concebido. Temos que ter representação no governo, temos que falar, mostrar nosso ponto de vista e cobrar soluções. Afinal, estão lá por conta de nossos votos, de nossa confiança. Estão nos representando.
Para que a ação pedagógica acontece necessitamos de todo apoio. Marcaremos a ação, provavelmente dias 19 e 20 de novembro!. Haverá no portão uma nova comunicação ! Aguardem , escrevam cartas, façam desenhos, solicitem !

O Prof. Msc. Paulo Veiga Jordão soube escolher bem os artistas e as questões que envolvem as poética contemporâneas.Muitas vezes o diálogo com a diferença nos contrange e assusta, haja visto que vivemos em uma sociedade considerada cristã, ainda vivendo sob o o jugo de Deus , onde quase tudo é pecado.
Sentei-me ao lado de meu marido que ficou estupefato e curioso ao ver as obras do novo realismo, happening e do fotógrafo Robert Mapplethorpe ! Gentemmmm, uma loucura! As fotos são bárbaras! Ao mesmo tempo artísticas e ao mesmo tempo chocantes, já que flagram momentos tão íntimos. Fiquei a pensar se o artista não se aproveitou, digamos , de sua opção sexual para divulgar suas aptidões físicas e provocar o constrangimento, criando verdadeiras polêmicas.
Ao mesmo tempo, pensei, a proposta pode ter servido para fazer com que a sociedade abrisse os olhos para algo que não queria ver: o homossexualismo. Quebrando dogmas e mostrando algo que existia e ninguém queria mostrar ou falar. O cara foi corajoso. Como a sociedade mudou de lá para cá, mesmo porque com aquela projeção que teve a HIV, algo deveria ser feito, não se podia continuar na escura. E soubemos depois que isso não era doença só de homossexual.Então, penso que a arte serviu como forma de alerta também!
Só não apreciei tanto o sadomasoquismo.Mas cada um tem sua poética ! heheheheheheh