sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Painel - Projeto de ação pedagógica


Acontecerá dia 20/11/2010 , na quadra de esportes da 122. Compareçam ! Tragam seus filhos para montar conosco um grande painel artístico com trabalhos . Teremos pula-pula para criança e jovens até 12 anos (gratuitamente), desenho e colagem! Iremoss fazer uma grande cartaz( painel) de forma a salientar a intenção dos moradores de tornar nossa cidade verdadeiramente educadora, através de uma ação PPP - Política -Poética-Pedagógica!
OBS: se chover faremos na parte da tarde ou no domingo de manhã ...Obrigada!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Painel Convite para Ação Pedagógica

A intenção deste painel é fornecer uma maior explicação do que é Cidade Educadora. No painel recolha sua carta para que vocês conheçam este programa , que é detalhado aqui no Blog!
Além disso, o endereço de nosso blog está disponível para que todos participem e contribuam com opiniões.
O que há para mudar em Santa Maria e no Residencial Santos Dumont para que verdadeiramente nossa cidade se torne Educadora?
O que podemos fazer para que a futura administração conheça nossas necessidades e sonhos? Afinal somos moradores e contribuímos para o crescimento desta cidade...
Qual o sonho dos pais e mães de Santa Maria para seus filhos?
Vamos conversar sobre cidade educadora? Vamos propor ações?

Pois bem, a intenção de nosso projeto pedagógico é mostrar nossas ideias, nossos sonhos, nossas necessidades. Isso será feito mediante uma prática poético - pedagógica. Será um trabalho voltado para o público infanto-juvenil acompanhados preferencialmente por seus pais. Visitem a quadra de esportes da 122. Dias 20 ( sábado) ! Estão convidados!! Horário : 8:00 hs da manhã!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


Carta de princípios de uma cidade educadora

CIDADES EDUCADORAS SÃO, ASSIM, TODAS AS QUE ASSUMEM COERENTE E CONSEQUENTEMENTE O IMENSO POTENCIAL QUE O SEU PATRIMÓNIO CULTURALMENTE CONSTRUÍDO LHES PROPORCIONA, TRANSFORMANDO-O, DESTE MODO, EM CAPITAL EDUCATIVO.

A ideia de cidade educadora implanta-se com a tomada de consciência social de que educar, sendo uma tarefa específica da escola e da família, é, antes de mais, uma responsabilidade da sociedade no seu todo e na totalidade da sua acção no espaço e no tempo. Daí que se exija à cidade, enquanto nicho central da vida colectiva contemporânea, que se humanize e se transcenda como meio integralmente humano e humanizante. Afinal, as cidades, se, agregando as pessoas, cresceram como centros da actividade económica, não terão que redundar necessariamente em espaços de violência e de exclusão, conforme tendem a ser estigmatizadas pelas próprias realidades sociais em que frequentemente mergulham. Mas, constituindo realidades incontornáveis do nosso universo social, as cidades são também e sobretudo centros privilegiados de oportunidades.
Cidades educadoras são, assim, todas as que assumem coerente e consequentemente ? através de um programa sistemático e intencionalmente dirigido de acção formadora - o imenso potencial que o seu património culturalmente construído lhes proporciona, transformando-o, deste modo, em capital educativo. O desafio é, pois, o de valorizar, a par do capital económico ? e até através dele - , o próprio capital educativo.
De forma a facilitar a estruturação desse desafio, tento esboçar, de seguida, uma carta de princípios da cidade educadora. A ser, naturalmente, completada e emendada por quem a ler.

  1. A cidade educadora assume a cultura, antes de mais, como a busca de sentidos para a vida, o que implica não a ver como mais uma frente de consumo passivo, mas, sobretudo, como um processo de produção que motiva a criatividade e estimula a curiosidade.
  2. A cidade educadora concebe a educação, simultaneamente, como um processo, como um meio e como um produto que, através destas diferentes dimensões, se constitui como um bem social que a valoriza e dinamiza.
  3. A cidade educadora acolhe uma concepção aberta e diversificadora de saberes, de práticas e de expressões culturais, procurando delinear tempos e espaços formais e informais de permuta e de aprofundamento das respectivas idiossincrasias e potencialidades.
  4. A cidade educadora abre-se às outras cidades, surpreendendo as semelhanças e experimentando o desafio das diferenças.
  5. A cidade educadora explora educativamente o património das tradições, no mesmo movimento em que, com a identidade que elas proporcionam, faz delas o solo da inovação.
  6. A cidade educadora consolida as escolas como instituições educativas, ao mesmo tempo que valoriza e cria outros núcleos de formação onde as pessoas possam dar o seu saber e usufruir do saber dos outros.
  7. A cidade educadora acolhe os que querem aprender e ensinar, sem prejuízo de submeter todas as propostas e projectos a critérios de exigência organizativa e aos princípios de um plano regulador.
  8. A cidade educadora procura motivar todas as pessoas e instituições para participarem na actividade educativa como um projecto pessoal e colectivamente gratificante de vida em comum.
  9. A cidade educadora, aberta à participação, propõe a todos uma relação de contrato ético mutuamente responsabilizante.
  10. A cidade educadora define prioridades de formação em função de um processo de avaliação de carências, de objectivos e de recursos.

Leram? Como seria interessante se um projeto de Cidade Educadora tramitasse em todas nas vias de política pública. Pensem em Santa Maria, reflitam o quanto nossa cidade necessita dessas motivações! Aqui infelizmente, ainda não contamos com salas de cinema, de teatro. Ainda não temos escolas de música , dança e arte. Algumas escolas públicas detêm este papel. Mas na verdade, o que pedimos, é que a Adminstração de Santa Maria aja , atue, busque através de medidas apropriadas, incrementar boas ações. Não basta apenas ser uma utopia. Precisamos que isto se torne real, haja vista , especialmente, o número de jovens que andam nas ruas sem perspectiva.

Nesse sentido, propomos uma AÇÃO PEDAGÓGICA mobilizadora. Propomos uma ação artística poética que toque profundamente e permaneça viva na memória e principalmente que se torne um primeiro passo forte e bem marcado. Iremos trabalhar com a criação e elaboração de cartas. Todas devem conter os anseios, intenções e ou necessidades da comunidade que passa pelo portão de acesso e se dirige à Santa Maria. Quais são suas motivações? Quais suas necessidades? O que as famílias solicitam para seus filhos? O que pensam e sentem em relação ao futuro, especialmente sabendo que novos administradores tomarão as rédeas e determinarão o que será concebido. Temos que ter representação no governo, temos que falar, mostrar nosso ponto de vista e cobrar soluções. Afinal, estão lá por conta de nossos votos, de nossa confiança. Estão nos representando.

Para que a ação pedagógica acontece necessitamos de todo apoio. Marcaremos a ação, provavelmente dias 19 e 20 de novembro!. Haverá no portão uma nova comunicação ! Aguardem , escrevam cartas, façam desenhos, solicitem !

E desde já, desejamos um bom final de ano para todos !

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cidade Educadora....Cris , uma guerreira.


Buscando em minha porta de entrada e no percurso, encontrei pessoas com ideias já estabelecidas sobre as possibilidades educadoras. É impressionante encontrar em um simples diálogo coloquial questões fundamentadas e com um potencial de construtividade, criatividade e responsabilidade: é como se a cidade educadora já vivesse dentro delas, em seu pensamentos e ações.Encontrar essas pessoas está sendo de fato uma grande vitória, visto que faz brotar uma semente de novas esperanças. Uma delas foi a Cris, com seu jeito carinhoso e inteligente de conversar,de expor suas necessidades e vontades. E como coloca o amor acima de tudo. Com fé e sabedorira expõe seus pontos de vista de forma franca, direta, sem pestanejar, sabendo o que quer. Percebi que tem uma vontade interior de construir algo que propicie benefícios às mulheres da comunidade, seja do Residencial, seja de Santa Maria.
Trabalhando com crochê, ela já mantém uma pequena empresa. E possui produtos de ótima qualidade , já que faz seleção de todas as peças que compra , observando os detalhes e incrementando com inovações alguns modelos. Além disso, ela aposta na parceria : pretende unir-se a outras pessoas procurando uma melhoria, tanto nos negócios quanto no quesito desenvolvimento de ações que propriciem o crescimento de todo o grupo, como associação, como empresa ou como uma simples união de forças de trabalho, buscando novos clientes e utilizando as novas ferramentas de negociação disponíveis no mercado. Sucesso, Cris , sucesso a todas que se engajarem neste projeto! Fiquem com Deus!

Teste 2 - Ateliê - Tentando produzir uma poética colorindo o crochê, cor,crochê...



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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Diálogos 2 - Pensando...Refletindo

O Prof. Msc. Paulo Veiga Jordão soube escolher bem os artistas e as questões que envolvem as poética contemporâneas.Muitas vezes o diálogo com a diferença nos contrange e assusta, haja visto que vivemos em uma sociedade considerada cristã, ainda vivendo sob o o jugo de Deus , onde quase tudo é pecado.

  • Márcia, o prof. Paulo Veiga é um professor-artista. Seu trabalho hoje dialoga no campo da performance. O texto da disciplina Poéticas Visuais Contemporâneas, pra mim é um dos materiais mais completos para uma visão geral do que a arte contemporânea se propõe. De fato, ele soube escolher bem, no sentido de apresentar um panorama dessa produção.

Sentei-me ao lado de meu marido que ficou estupefato e curioso ao ver as obras do novo realismo, happening e do fotógrafo Robert Mapplethorpe ! Gentemmmm, uma loucura! As fotos são bárbaras! Ao mesmo tempo artísticas e ao mesmo tempo chocantes, já que flagram momentos tão íntimos. Fiquei a pensar se o artista não se aproveitou, digamos , de sua opção sexual para divulgar suas aptidões físicas e provocar o constrangimento, criando verdadeiras polêmicas.

  • Márcia, penso que você e seu marido desenvolveram questionamentos importantes. A questão da polêmica é de fato, um fator presente no campo da produção deste artista. Ele faz uso do aparelho fotografico para produzir suas imagens. Mas observe que o recurso expressivo deste artista, não é barro, tinta, calda de chocolate, tampouco latinhas, como exemplo o trabalho do prof. Carlos Sena. O recurso artistico de artista é seu próprio corpo. Agora cabe aqui pensarmos que questões ideológicas, em nossa contemporaneidade, refletem o corpo, e que indagações esse corpo assume ao ser utilizado enquanto recurso artístico. Mais que divulgar suas aptidões físicas, o artista fez uso do próprio corpo para evidenciar um olhar social acerca das questões que envolvem seu universo de vida, e de condição social, a de ser homossexual num contexto altamente excludente e preconceituoso.



Ao mesmo tempo, pensei, a proposta pode ter servido para fazer com que a sociedade abrisse os olhos para algo que não queria ver: o homossexualismo. Quebrando dogmas e mostrando algo que existia e ninguém queria mostrar ou falar. O cara foi corajoso. Como a sociedade mudou de lá para cá, mesmo porque com aquela projeção que teve a HIV, algo deveria ser feito, não se podia continuar na escura. E soubemos depois que isso não era doença só de homossexual.Então, penso que a arte serviu como forma de alerta também!
Só não apreciei tanto o sadomasoquismo.Mas cada um tem sua poética ! heheheheheheh